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As delícias do Dudu
As delícias do Dudu

24

out

2016

Afinal, o que aconteceu com a Annie?



por Thais Ventura em Annie |

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Não sei nem por onde começar a escrever… rs

Bom, vou voltar na gravidez do Dudu…

Dudu nasceu de uma cesárea eletiva com 39 semanas e não tive nem a oportunidade de entrar em trabalho de parto. Naquela época a única pessoa que eu tinha como base de gravidez era minha mãe que teve 3 cesáreas, então eu não tive muitas fontes de busca de informação, eu não acessava a internet como acesso hoje, não conhecia pessoas, sites e blogs que falassem de parto normal, a única pessoa que me questionou na gravidez do Dudu do porque eu não esperava entrar em Trabalho de parto foi uma amiga do Daniel (marido) que eu nunca tinha visto na vida e minha resposta foi… “Porque o médico disse que era melhor assim”. Realmente fui convencida pelo meu GO que era melhor ser daquela forma, afinal eu tinha um mioma e se ele estourasse no parto normal eu poderia ter hemorragia… Hoje em dia sei que o risco na cesárea da hemorragia foi bem maior e sei também que ele só usou esse argumento como desculpa pra me enfiar uma DESNE cesárea goela abaixo,  fiquei mal por muito tempo e com muita raiva dele quando cai na real que fui enganada (nada contra cesárea desde que seja a escolha consciente da mulher), mas enfim, passou e eu tinha a certeza que quando engravidasse novamente seria tudo diferente… Quatro anos se passaram eu eu engravidei, porém perdi o bebe com 6 semanas não deu nem tempo de pensar em muita coisa, porém a partir dai comecei a me informar cada vez mais sobre parto normal e humanizado, era isso que eu queria pra mim e pro meu segundo filho… Enfim, descobri a gravidez da Annie bem no começo mesmo com 4 semanas de gestação, não deu nem tempo da minha menstruação atrasar e eu já sabia que ela estava a caminho, já tratei logo de pesquisar sobre equipes pro parto, eu não tenho plano de saúde então comecei o pré natal pelo sus aqui perto de casa, minha decisão foi por um parto domiciliar eu queria muito que minha pequena nascesse da forma mais natural possivel e que sofresse o minimo de intervenções desnecessárias. Achei minha doula Camile ela foi fundamental na minha gravidez inteirinha, me ouviu e  apartou e ajudou com meus medos e dúvidas, me encheu de material sobre parto, emponderamento é fundamental pra um parto humanizado e principalmente domiciliar, comecei o pré natal com a equipe de Enfermeiras obstétricas que escolhi e comecei a fazer os exames em um Go particular com equipamentos de primeira, eu tinha pra mim que para ter um parto domiciliar um bom pré natal seria fundamental pra nada sair errado no meio do caminho… Tudo acontecia perfeitamente, apesar da cesárea anterior eu era uma gestante baixo risco e todos exames sempre deram perfeitos, alimentação perfeita, tudo transcorrendo como deveria, quase no fim da gestação troquei de equipe, por motivos meus de insegurança, acontece e faz parte…

Desde a trigésima semana de gravidez eu já sentia as contrações de treinamento, normal… No sábado dia 03 de Setembro dia também de consulta com a equipe que me acompanhava meu tampão mucoso saiu, eu fiquei tranquila porque eu teria consulta naquele mesmo dia, e assim foi, estava tudo bem, eu não tinha contrações e meu colo estava ainda fechado, nada de inicio de trabalho de parto. Quando foi no final do dia eu precisei sair com marido, eu precisava comprar o que faltava pro parto domiciliar, e assim fomos, no meio do passeio senti um liquido escorrendo e pensei “minha bolsa rompeu” porém parou foi só naquele momento, então relaxei, imaginei que bolsa rota não parasse de sair liquido. Estava sentindo que o momento do parto se aproximava porém eu não sentia nada eu estava com 37 semanas, nenhuma contração dolorosa nadinha, só mesmo aquela sensação de barriga dura (contração sem dor nenhuma), no domingo a mesma coisa, em determinados momentos parecia que eu tinha feito xixi sem sentir, mas era uma quantidade muito pouca, e sempre ouvi dizer que liquido aminiótico tinha cheio de água sanitária, o meu não tinha. relaxei.  Passou segunda, na terça feira a quantidade de liquido aumentou, foi quando me preocupei realmente porque nem sinal de trabalho de parto, mandei mensagem pra minha equipe e o combinado era que qualquer intercorrência na gestação eu iria pra Maternidade Maria Almélia no Centro do Rio que tem uma pegada “humanizada” e é do Sus, e assim fiz, fui na intenção de fazer um cardiotoco e uma ultra pra saber se era realmente bolsa rota. Assim que cheguei fui atendida, estava vazia, a Go fez um toque e constatou na hora que a bolsa tinha rompido, na verdade era um furinho alto e por isso não saiu muito liquido nesses dias… contei do ocorrido e por estar aparentemente com a bolsa rota 72hs a indicação era antibiótico e uma cesárea. De inicio recusei, pedi um cardiotoco pra saber se Annie estava bem, eu sentia ela mexer normalmente, o exame foi feito, estava tudo bem com ela aparentemente, mas eu não tinha nem sinal de trabalho de parto, precisei ficar internada naquele momento, pedi indução queria um parto normal de qualquer jeito, a médica plantonista negou, disse que não havia outra forma de parto que não fosse cesárea. Enfim, subi com a Camile (Doula) ela me fez companhia o tempo todo, eu não tenho palavras de gratidão pra ela, Daniel (marido) voltou pra Niterói, precisava buscar roupas pra mim e pra Annie eu não tinha levado nada e também avisar e deixar tudo encaminhado pro Dudu ficar com os avós. Subi e tomei o tal antibiótico na veia, me deixaram tentar entrar em TP naquela noite, não me operaram. Dia 07 de Setembro Trocaram o plantão e as 7 da manhã a Go que entrou já veio no quarto que eu estava pedindo pra eu me preparar para a cesárea, ela fez um toque e meu útero estava totalmente fechado eu tinha zero de dilatação. Meu mundo desabou naquele momento, chorei feito criança, meu sonho de parir tinha se transformado no maior pesadelo que temi a gravidez inteira que era outra cesárea, pedi indução porém não podia ser feita com misoprostol pela cesárea anterior, e como não tinha nada de dilatação a cesárea era o mais indicado, fui no banheiro e quando vi o absorvente que eu estava já tinha mecônio… Tive que aceitar a cesárea, dessa vez com indicação correta, eu já não poderia fazer mais nada pra evitar, e ainda bem que não fiz, agora com calma depois que tudo que passou, vejo que a cesárea realmente existe para esses casos, ela salvou a vida da minha filha. Durante a cirurgia, fui amparada por uma das enfermeiras que era da primeira equipe que tinha escolhido, olha que ironia do destino, justo uma das meninas que desisti no meio da gestação foi a que mais me acalmou e deu suporte no meio da cirurgia, não tenho palavras para agradecer o carinho da Enfermeira Vivi, gratidão enorme pela mão estendida. Eu estava muito nervosa, já tinha tido uma péssima experiência na cesárea do Dudu, mas meu pesadelo foi pouco perto da violência obstétrica que sofri pela péssima anestesista da equipe que fez minha cirurgia (isso realmente é papo pra um post separado, porque eu não vou me calar, e vai ter sim denúncia, é a única reclamação que tenho a fazer de tudo que aconteceu, o restante é só gratidão).

 

Enfim, Annie nasceu.

 

Ela não chorou. Fiquei tensa…

 

Minutos depois escuto o choro, que alívio.

 

Ouvi um dos muitos comentários bizarros feitos pela anestesista… “Que sorte mãezinha, quase que não tem bebê nenhum pra você segurar em seus braços”

 

Me desesperei, presa ali e anestesiada, eu só queria ver minha filha…

 

Graças a meus anjos, Vivi, Camile e a Pediatra que ficavam sempre falando o que estava acontecendo, eu me acalmei. A pediatra trouxe Annie pra perto de mim, fiquei com ela um tempo. E mais uma vez a anestesista se intrometeu pra tirar o bebê dali.

A pediatra era uma fofa, me perguntou o que eu queria que fosse feito ou não na Annie,  me disse o Apgar dela 8/9 e o capurro (tempo que o bebê aparenta ter no nascimento) foi de 40 semanas, ela nasceu com 51cm e 2,860kg. Nasceu bem. Porém começava ali o meu maior desespero.

 

Foi constatado umas manchas vermelhas no corpo da Annie e que o perímetro cefálico dela era maior que o normal.

Tenho pra mim no achismo mesmo que esse foi o motivo de eu não ter entrado em TP, o perímetro cefálico dela aumentado não encaixava na pelve como deveria pra haver dilatação, mas isso é realmente só achismo meu mesmo que tento entender o que pode ter acontecido.

Ela foi levada para a UI para alguns exames. Daniel chegou, eu fui pro quarto. A sensação era horrivel, não ter mais barriga e não ter meu bebê perto de mim… As noticias chegavam meio desencontradas. Meu marido subiu pra ficar com ela. Assim que ele chegou novamente na UI, ela tinha sido transferida pra UTI, o caso dela era grave, muito grave, ela tinha tido uma convulsão. Aos poucos fomos ficando sabendo do diagnóstico dela…

 

Dificuldade respiratória por aspiração de mecônio.

 

Convulsão.

 

Hidrocefalia

 

Hemorragia cerebral.

 

Meu mundo desabou ali mesmo, me culpei até não ter onde… Chorei, me desesperei…  foi a pior sensação que já senti em toda minha vida… Medo de não levar minha filha pra casa… Meu Deus, só de lembrar me acabo em lágrimas… O que eu tinha feito de errado? porque estava acontecendo isso comigo? o que eu fiz pra merecer isso? o que faltou? Em que momento tudo isso aconteceu? porque não apareceu em nenhum exame? porque? muitos porques e dúvidas de como isso tudo tinha acontecido…

 

 

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Não tinha respostas pra nada…

No dia seguinte ela já não tinha mais o desconforto respiratório, em nenhum momento precisou de O2, ficou todo tempo em ar ambiente como eles chamam. o pulmão estava maduro ela realmente estava pronta pra nascer.

Era desesperador, ver ela tão pequeninha ali e indefesa dentro de uma incubadora, cheia de fios, com sonda… Tudo que eu tinha planejado pra ela tinha ido por água abaixo… Amamentar? não podia, ela ficou 5 dias em dieta zero, e só depois disso começou a receber meu leite pela sonda, começou com 5ml e foi aumentado dia a dia.

 

 

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Ela não podia mamar no peito, os médicos não sabiam se ela seria capaz de sugar, deglutir e respirar, ela estava meio dopada pelas medicações. Foram 15 dias de antibiótico, aos poucos as manchas foram sumindo, mais ainda era preciso um acompanhamento com um neuro pra decidir o que seria feito em relação a hidrocefalia, era preciso saber quais sequelas ela poderia ter por conta da hemorragia… Fizeram milhares de exames, ela foi furada milhares de vezes pra colher sangue, o acesso por onde passava a medicação ela perdia facilmente, não gosto nem de lembrar o quanto essa pequena sofreu, mas quero aproveitar e deixar aqui registrado todo carinho e atenção que recebemos dos profissionais e equipe de enfermagem da MMA, foi muita sorte estarmos ali, eles foram essenciais para a melhora dela, equipe incrível.

Ela fez alguns ultrassons na cabeça, uma tomografia e um eletroencefalograma…

Foi constatado realmente esse liquido no cérebro dela, a cabecinha dela tem a moleira que vai da nuca até a testinha e de uma orelha a outra…

Com o passar dos dias, foram saindo os resultados dos exames e deram todos negativos, a infecção não se sabe o que causou, toxoplasmose, rubéola, hepatite etc tudo negativo…

Foram dias de muito cansaço e correria, só quem já teve um filho em Uti sabe o quanto dificil que é. Dudu ficou muito ansioso nesses dias, ele só pode conhecer a irmã quase 20 dias depois dela nascida e mesmo assim foi dentro da incubadora, mais uma vez algo que saiu do meu controle…

 

 

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Aliás eu aprendi muito com tudo isso que não dá mesmo pra controlar tudo em nossas vidas, infelizmente precisamos saber que acontecem imprevistos.

Bom, conversando com os médicos eles conseguiram tirar um pouco essa culpa de mim, porque o que aconteceu com ela não foi por nada que fiz ou deixei de fazer, não se sabe o porque.

Com o passar dos dias, a cabeça dela foi diminuindo e o liquido foi sendo absorvido pelo próprio organismo, já não era mais indicação de cirurgia para colocação de válvula como nos casos de hidrocefalia normalmente é preciso. a moleira dela agora já fechou e está quase do tamanho normal.

Por fim saiu o resultado do eletroencefalograma e por um milagre estava tudo bem, ela reagia a todos os estímulos.

 

teste do olhinho OK. teste da orelinha OK . Aparentemente ela é perfeita e tem reagido a tudo normalmente como esperado, se terá alguma sequela ou algum atraso só saberemos mesmo com o tempo, mas isso nem me importo pra ser sincera com vocês, eu só queria ela em casa, cuidar dela, dar carinho e muito amor, seja ela como for….

 

 

Chegou a hora de ir pro peito, já que estava tudo bem vamos tentar, mas, ela tinha passado 22 dias sendo alimentada por sonda, ela não sabia sugar, foi preciso todo um trabalho junto com as fonos e confesso muita força de vontade de minha parte pra acontecer, eu ordenhei leite todos esses dias manualmente no hospital de 3 em 3 horas pra que ela pudesse receber pela sonda, tinham dias que ordenhava chorando, via meu leite diminuir, o cansaço, o assalto a mãos armadas (que rolou com 7 dias depois dela ter nascido) o stress, a saudade de casa e do Dudu tudo isso afetava minha produção. Mas, tive apoio, tive ajuda, e eu quis amamentar, eu precisava fazer alguma coisa dar certo e me apaguei ao aleitamento dela… Precisei engolir todo meu orgulho, ela começou com chupeta que sempre fui contra pra treinar a sucção, depois ela só pegava meu peito com bico de silicone, e pior ainda foi preciso introduzir mamadeira pra ela poder ter uma outra forma de se alimentar caso desse errado a amamentação, era uma cautela dos profissionais do hospital. Mas, acabou dando tudo certo 4 dias depois ela estava mamando, exclusivo sem bico de silicone e não precisava mais da mamadeira (era meu leite ordenhado). Ufa, pelo menos isso conseguimos… Ficamos ainda mais 4 dias para ver o ganho de peso, ela saiu com 3,040kg mamando exclusivamente no peito… Duas semanas depois em casa está com quase 4kg de puro leite da mamãe <3… Essa luta eu venci…

 

 

 

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Ficamos por lá durante 1 mês e três dias.

Hoje faz duas semanas que ela está em casa. Estamos curtindo muito , apesar de cansada todos os momentos que acordo na madrugada acordo feliz por tê la comigo.

Já fomos em uma consulta com o neuropediatra fora do hospital, o mesmo que cuidou dela por lá, ele é ótimo e ficou espantado de ver o quanto ela desenvolveu em pouco tempo, ela está realmente respondendo normalmente aos estímulos…

Resumindo…

Aprendi e cresci tanto com tudo isso. Aprendi a dar valor a coisas que não me importava antes, e pequenos detalhes fazem a diferença…

Ser mãe é realmente cuspir pro alto e cair na testa e tudo bem, se isso for o melhor pro seu filho…

Cesárea é realmente uma maravilha e salva vidas quando bem indicada…

Parto normal, a esse vou ter que esperar o terceiro rsrsrs (marido morre).

 

Obrigada a todos que oraram por nós, que torceram por nós. A energia de vocês chegou até nós…

 

Gratidão

 

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Atualizando o post…

 

Quando Annie completou 2 meses por ai, o perímetro cefálico dela voltou a aumentar. Fomos no pediatra que constatou que a moleira estava alta e durinha, que é um dos sinais do aumento do liquido e de pressão intracraniana.

Fizemos uma ultrassonografia de fontanela e contatou um aumento de liquido sim… Começamos a observar e a cabecinha realmente começou a crescer de forma muito rápida. Fomos em outro neuro dessa vez um cirurgião que pediu uma ressonância magnética… Pra esse exame era necessário um jejum de 4 horas e o bebê é sedado com anestesia geral. Fiquei tensa, como faz jejum em bebê que mama livre demanda? mas, no final deu tudo certo…

quando peguei o exame, mesmo leiga só vi liquido dentro da cabecinha dela, percebi ali que ela teria muito provavelmente que colocar a válvula bem rápido… Inclusive ela estava começando a perder os movimentos dos bracinhos, ficavam sempre tensos pra baixo e com as mãos viradas pra fora, ela não conseguia focar o olhar e olhava pra cima com muita dificuldade devido a pressão do liquido no cérebro.

Acabamos mudando de cidade, e assim que chegamos já começamos a busca por um hospital pra ela operar… Precisava ser do Sus, afinal a cirurgia é muito cara e o plano de saúde que fizemos ainda está com carência… Fomos encaminhadas pra Santa Casa de Juiz de fora, internamos numa segunda e ela foi operada na quinta, tivemos alta na outra segunda.

A cirurgia correu bem, mas o pós operatório tem sido bem dificil… Ela chorou uma semana durante 24hs, nada a acalmava nem o peito, fiquei muito esgotada, chorei muito, só queria que tudo ficasse bem… Agora quase 1 mês depois (hoje dia 25/01) ela está um pouco melhor, ainda é um bebê bem irritado, sempre que está acordada fica resmungando, são poucos os momentos que ela acordada está de boa… Quase não sorri, uma das coisas que mais sinto falta é do sorriso dela mas tenho fé que esse momento vai chegar. Os movimentos dos bracinhos estão voltando, ela está começando a sustentar a cabecinha e devagarinho vamos acompanhando e ajudando essa pequena guerreira a conquistar o mundo dela…

Annie completará 5 meses dia 07 de Fevereiro, tem crescido e engordado super bem… Vamo que vamo porque nosso amor nunca acaba…

 

 

Atualizando o post quase 1 ano dessa pequena…

 

Hoje as coisas estão mais claras, já sabemos principalmente que…

 

O QUE ANNIE TEVE NÃO TEM A VER COM O TIPO DE PARTO…

Parem, apenas parem de tirar conclusões sem saber da verdadeira história, o que aconteceu com a Annie foi contaminação por um virus ainda dentro da barriga ou seja, o tipo de parto não iria influencia em nada o que ela é hoje…

NÃO infelizmente nem cheguei perto de parir em casa…

A Cesárea feita na hora que tinha que ser feita foi a melhor coisa, pois ela nasceu pronta, se tivesse sido feito uma cesárea eletiva ou algo do tipo e ela não tivesse o pulmão maduro ( o que acontece muito em cesáreas eletivas) poderia ter sido bem pior.

 

Sabemos que, a hemorragia cerebral dela causou uma paralisia cerebral com sequelas que estamos descobrindo com o passar dos dias.

Sabemos que a Hidrocefalia foi causada pela hemorragia e está por enquanto controlada.

Annie tem além de tudo isso Epilepsia, não é daquele tipo que vira o olho e cai no chão, são chamadas de espasmos infatil, parece que ela toma um susto, controlamos com medicamento, porém é a parte que mais causa atraso no desenvolvimento dela, quando a crise descompensa ela “perde” tudo que aprendeu e precisamos controlar e começar tudo de novo…

Sabemos que ela tem baixa visão, além de astigmatismo e hipermetropia nos dois olinhos…

 

E sabemos que amamos muito essa pequena e estamos dispostos a tudo pra dar a melhor vida que ela puder ter…

 

Obrigada a todas as mensagens de carinho que recebemos até agora… Vocês são demais…

 

 

Aos julgadores de plantão, pensem antes de comentar…

 

Obrigada.

 

Destaque do Mês

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