As delícias do Dudu
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5

out

2015

O biscoito de arroz.



por Thais Ventura em Alimentação Saudável, Segredos da Cozinha |

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Depois da polêmica que circulou pela internet hoje que inundou meus inbox e email de mães que assim como eu se preocupam com a alimentação das crianças vendo no biscoito de arroz uma alternativa melhor de produto industrializado, conversei com a Engenheira de Alimentos, formada pela Unicamp, Ana Scachetti e pedi uma ajuda pra conhecer melhor o processo de extrusão e compartilho um pouquinho do que falamos pra vocês.

 

“O processo de extrusão é um processo seguro, e o uso de alta pressão e temperatura com o extrusor por si só não deveria causar alterações mais significativas que o processo de cozimento por si só. Ah, a maioria das rações animais é produzida por este sistema. Por isso que tem o formato tipo “chips”, como salgadinhos. O produto extrusado pode ser expandido ou não. Se for expandido, fica igual salgadinho, se não for, é uma massa fina, como a do macarrão. (SIM algumas massas de macarrão são extrudidas.)

 

Em poucas palavras, na extrusão você passa a massa por uma rosca-sem-fim que aquece o produto e o empurra contra um orifício pequeno que vai dar a forma do produto. A diferença de pressão após o orifício pode fazer com que ele expanda, ficando vazio por dentro.”

 

O processo de extrusão tornou-se uma importante técnica dentro de uma crescente variedade de processamento de alimentos. O uso da extrusão termoplástica possui muitas vantagens distintas como:

(STANLEY, 1986):

– Versatilidade – uma grande variedade de produtos podem ser fabricados a partir de um mesmo sistema básico de extrusão;

– Alta produtividade – um extrusor fornece uma enorme capacidade de produção quando comparado a outros sistemas de cozimento/moldagem;

– Baixo custo – as demandas de espaço físico e mão-de-obra por unidade de produção são menores que aquelas de outros sistemas de cozimento/moldagem;

– Formato dos produtos – extrusores podem produzir formatos não facilmente obtidos quando se utilizam outros métodos de produção;

– Alta qualidade dos produtos – o processamento em altas temperaturas por período curto de tempo (HTST) minimiza a degradação de nutrientes enquanto destrói a maioria dos microrganismos ou outras pragas;

– Fabricação de novos produtos – extrusores podem modificar as proteínas vegetais, amidos e outras matérias-primas a fim de se obter novos produtos;

– Não gera resíduos – não são produzidos nenhum efluente ou material de risco durante ou após o processamento.

Sempre quando se pensa em característica de produto extrusado, faz-se a associação com o grau de expansão, de gelatinização do amido e da texturização da fração protéica deste produto. Essas características estão intimamente relacionadas à textura, densidade aparente e transformações estruturais.

 

FONTE:

http://www.abbabatatabrasileira.com.br/minas2005/18%20-%20Outras%20formas%20de%20processamento.pdf

 

Quem quiser saber mais: http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/viewFile/204/209

 

Conclusão minha: Continuo com a opções de oferecer o biscoito de arroz ao Dudu na impossibilidade de fazer o caseiro, é indiscutível que produtos naturais, in natura e caseiros são melhores que qualquer produto industrializado, mas, quando preciso for escolher e optar por um industrializado continua sendo minha opção…

 

Espero ter ajudado.

 

Mais gente compartilhando informação sobre o assunto >>> https://blogmaternidadesemneura.wordpress.com/2015/10/05/hoje-foi-o-dia-do-biscoito-de-arroz-ser-crucificado/

 

2 respostas para “O biscoito de arroz.”

  1. Bianca Simone disse:

    Obrigada pelo esclarecimento, Thaís. Aliás, fiz seu cookie de uva passa com nibs de cacau e ficou maravilhoso! Só troquei o açúcar por melado de cana.

  2. Priscilla Veronica Genero disse:

    Oi Thais, e o biscoito de milho? Qual sua opinião?

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