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As delícias do Dudu
As delícias do Dudu

12

dez

2011

Espinafre: virtudes e perigos



por Thais Ventura em Alimentação Saudável | Tags:,
Bom dia pessoal… esses dias surgiu um assunto sobre os males do espinafre, procurei muito sobre o assunto e a conclusão que cheguei foi a seguinte: como sempre tudo que for consumido em excesso vai fazer mal.
Li muitas e muitas coisas sobre esse assunto e a mais completa que achei dizendo os beneficios e os males do espinafre segue aqui abaixo para vocês tirarem suas próprias conclusões… espero que ajude!!!
 
 
 
 
Todo mundo conhece o espinafre, popularizado pelo marinheiro Popeye, personagem famoso de desenhos animados e histórias em quadrinhos, criado em 1929. Ao consumir a hortaliça, o marinheiro de poucos músculos se transformava num lutador invencível. Só que a realidade é bastante diversa. Se não for ingerido com cautela, o espinafre pode causar mais males do que benefícios ao ser humano.
 
Duas hortaliças diferentes são conhecidas como espinafre. O considerado verdadeiro é originário da Ásia e pertence à família Chenopodiaceae. O outro espinafre, mais facilmente encontrado no mercado brasileiro, é proveniente da Nova Zelândia. Possui folhas triangulares, de cor verde-escura e pertence à família Aizoaceae.
 
O espinafre é rico em ferro e excelente fonte de vitaminas A e B2, além de fornecer cálcio, fósforo, potássio e magnésio. Alguns médicos costumam indicá-lo para pessoas com anemia e desnutrição. Os especialistas recomendam que antes de consumido o espinafre deve estar limpo, com as folhas de cor verde uniforme, sem sinais de murchamento. O produto não deve ser comprado se as folhas estiverem com cor verde-amarelada ou com pontos escuros.
 
 
Vantagens e riscos
 
A fama do espinafre começou a ser divulgada em 1870. Um pesquisador americano, Dr. E. Von Wolf, publicou um artigo sobre as propriedades da hortaliça e, por causa de um erro datilográfico, a quantidade de ferro no espinafre saiu bem maior do que a realidade. O resultado foi que a verdura ficou parecendo que tinha dez vezes mais ferro do que realmente possuía.
Somente em 1937, químicos alemães decidiram reinvestigar o milagroso vegetal e corrigiram o erro. Mas a fama do espinafre já estava espalhada pelo mundo.
Uma xícara de espinafre cru fornece toda a quantidade de vitamina A que uma pessoa precisa por dia e quase metade da quantidade de vitamina C diária recomendada pelos médicos. Ele também fornece folato, um nutriente importante para mulheres grávidas ou que estejam planejando engravidar, pois ajuda a prevenir defeitos neurológicos no bebê.
O alimento predileto do marinheiro Popeye possui substâncias antioxidantes, que ajudam a prevenir diversas doenças, como o câncer. Mas, além de não ter tanto ferro quanto se acreditava, hoje também se sabe que o ferro presente nos vegetais não é muito bem absorvido pelo organismo. Por causa disso, as melhores fontes desse mineral não são o feijão, a beterraba e o espinafre, como muita gente pensa, mas as carnes, principalmente vísceras, como fígado, rim e coração. No caso específico do espinafre, ele possui ainda uma substância chamada ácido oxálico, que impede a absorção do ferro, fazendo com que ele seja eliminado nas fezes.
Estudo desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo analisou o possível efeito tóxico que a ingestão de grandes quantidades dos fatores antinutricionais presentes na planta pode causar nas pessoas. O estudo intitulado “Avaliação química, protéica e biodisponibilidade de cálcio nas folhas de couve-manteiga, couve-flor e espinafre” teve como objetivo verificar se determinadas plantas podiam ser utilizadas na dieta humana, sem causar prejuízos à saúde e ao bem-estar do indivíduo.
Os resultados impressionaram quando foram verificados os teores dos dois fatores antinutricionais investigados: ácido fítico e oxálico. A folha de espinafre apresentou valores muito altos em relação às demais. Como consequência desse fato, os animais alimentados com a folha de espinafre morreram na primeira semana e, portanto, não puderam ser avaliados até o final do estudo. Várias tentativas foram feitas, utilizando dietas com folhas de espinafre cozidas (acreditavam que o calor pudesse destruir os fatores tóxicos presentes) ou folhas de espinafre provenientes de outros locais (livres de agrotóxicos que pudessem ter influência).
De acordo com vários pesquisadores, a explicação provável estaria na presença do ácido oxálico no alimento, que, além de causar um balanço negativo de cálcio e ferro em doses superiores a 2g/Kg de peso, pode causar toxicidade nos rins. Na década de 80, estudos já atribuíam ao ácido oxálico sintomas como lesões corrosivas na boca e trato intestinal, hemorragias e cólica renal, causados pela ingestão de plantas ricas nesta substância. De acordo com esses mesmos estudos, o espinafre que possui a relação de ácido oxálico/cálcio superior a 3 deve ser evitado.
 
Como consumir
 
O espinafre já higienizado e embalado deve estar exposto em gôndolas refrigeradas. Verifique sempre o prazo de validade. Depois de comprado, deve ficar pelo menor período de tempo possível fora da refrigeração. O espinafre deve ser mantido preferencialmente na geladeira, pois tem durabilidade muito baixa. Sob refrigeração, pode ser mantido por no máximo cinco dias. Em condição ambiente, pode ser mantido de um dia para o outro, desde que o maço seja imerso em uma vasilha com água e mantido em local fresco. Antes de colocá-lo na geladeira, lave as folhas, escorra o excesso de água e coloque-o em sacos de plástico perfurados ou em vasilha de plástico rígido.
 
 
Fonte: Agência Unipress Internacional
Via: http://www.guiame.com.br/

O Delicias do Dudu pediu ajuda a uma nutricionista… confira o que ela diz sobre o assunto: AQUI

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